segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

NÃO AO RACISMO , NÃO À INTOLERÂNCIA...



 O meu pai era doador de sangue, nunca sabendo ele a quem e por quem esse seu, meu, nosso sangue era distribuído. Isso era um simples ato de altruísmo, considero que foi é a maior herança que o meu pai me passou, o sentimento de amor pelo próximo, igualdade e fraternidade sempre nos acompanhou. A par com a minha mãe passaram-me, a minha mãe felizmente ainda me passa, valores que já mais vou deixar de os ter e de os defender, e tento passar à minha filha.

Respeito pelo próximo, independente da COR, GENERO, RELIGIÃO, OPÇÃO SEXUAL...sempre tive máxima liberdade só assim me era incutido máxima responsabilidade...

Sempre fui e sempre serei FIEL a esses "mandamentos".
Há muitos anos aprendi que a pior frase, a frase mais RACISTA que se pode dizer é " não sou racista porque tenho amigos PRETOS..." E levei isto para a vida...pois também há outros que dizem "não sou HOMOFÓBICO porque tenho amigos e amigas LGBT..." ou seja, essas pessoas metem os amigos em prateleiras...
EU TENHO AMIGOS, ponto...

Depois de ter deixado aquele período de NOJO (nojo daquele nojo que vem das entranhas) para ver os meus amigos que dizem que eu sinto um amor pelo Sr. Dr. André Ventura ,virem às redes sociais, sitio onde eles comentam que o tipo em questão é um homem exemplar, um excelente patriota , par vir repudiar as palavras dele sobre o RACISMO demonstrado por aquela espécie de pessoa.
Para o Dr. Ventura e seus defensores e acólitos (FACHEGAS) nada é RACISMO nem o próprio RACISMO...tudo é possível para conquistar votos, 6% dizem as sondagens e pessoas que rejubilam com essa percentagem, pois eu acho que deviam era ficar preocupados.
Que fique claro quem não condenou ou se demarcar as palavras do Dr. Ventura fica associado ao RACISMO, XENÓFOBISMO e à INTOLERANCIA.
Depois não venham dizer que foram enganados...

"A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles. — Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir a expressão de filosofias intolerantes; desde que possamos combatê-las com argumentos racionais e mantê-las em xeque frente a opinião pública, suprimi-las seria, certamente, imprudente. Mas devemos-mos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força; pode ser que eles não estejam preparados para nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, mas comecemos por denunciar todos os argumentos; eles podem proibir seus seguidores de ouvir os argumentos racionais, porque são enganadores, e ensiná-los a responder aos argumentos com punhos e pistolas. Devemos-nos, então, reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante."


 Karl Popper definiu o 'paradoxo da intolerância' em 1945 no volume 1 do livro The Open Society and Its Enemies

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