O meu pai era doador de sangue, nunca
sabendo ele a quem e por quem esse seu, meu, nosso sangue era distribuído. Isso
era um simples ato de altruísmo, considero que foi é a maior herança que o meu
pai me passou, o sentimento de amor pelo próximo, igualdade e fraternidade
sempre nos acompanhou. A par com a minha mãe passaram-me, a minha mãe
felizmente ainda me passa, valores que já mais vou deixar de os ter e de os
defender, e tento passar à minha filha.
Respeito pelo próximo, independente da COR, GENERO, RELIGIÃO,
OPÇÃO SEXUAL...sempre tive máxima liberdade só assim me era incutido máxima
responsabilidade...
Sempre fui e sempre serei FIEL a esses "mandamentos".
Há muitos anos aprendi que a pior frase, a frase mais RACISTA que
se pode dizer é " não sou racista porque tenho amigos PRETOS..." E
levei isto para a vida...pois também há outros que dizem "não sou
HOMOFÓBICO porque tenho amigos e amigas LGBT..." ou seja, essas pessoas
metem os amigos em prateleiras...
EU TENHO AMIGOS, ponto...
Depois de ter deixado aquele período de NOJO (nojo daquele nojo
que vem das entranhas) para ver os meus amigos que dizem que eu sinto um amor
pelo Sr. Dr. André Ventura ,virem às redes sociais, sitio onde eles comentam
que o tipo em questão é um homem exemplar, um excelente patriota , par vir
repudiar as palavras dele sobre o RACISMO demonstrado por aquela espécie de
pessoa.
Para o Dr. Ventura e seus defensores e acólitos (FACHEGAS) nada é
RACISMO nem o próprio RACISMO...tudo é possível para conquistar votos, 6% dizem
as sondagens e pessoas que rejubilam com essa percentagem, pois eu acho que
deviam era ficar preocupados.
Que fique claro quem não condenou ou se demarcar as palavras do
Dr. Ventura fica associado ao RACISMO, XENÓFOBISMO e à INTOLERANCIA.
Depois não venham dizer que foram enganados...
"A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da
tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se
não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da
intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com
eles. — Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir
a expressão de filosofias intolerantes; desde que possamos combatê-las com argumentos
racionais e mantê-las em xeque frente a opinião pública, suprimi-las seria,
certamente, imprudente. Mas devemos-mos reservar o direito de suprimi-las, se
necessário, mesmo que pela força; pode ser que eles não estejam preparados para
nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, mas comecemos por denunciar
todos os argumentos; eles podem proibir seus seguidores de ouvir os argumentos
racionais, porque são enganadores, e ensiná-los a responder aos argumentos com
punhos e pistolas. Devemos-nos, então, reservar, em nome da tolerância, o
direito de não tolerar o intolerante."
Karl Popper definiu o 'paradoxo da intolerância' em 1945 no volume 1 do
livro The Open Society and Its Enemies